
Se você está pensando em registrar uma marca no Instituto Nacional da Propriedade Industrial, precisa entender uma coisa antes de qualquer protocolo: classe não é detalhe operacional, é decisão estratégica.
É ela que define onde sua marca está protegida e, principalmente, onde ela não está. Se você está lidando com registro de marca no Instituto Nacional da Propriedade Industrial, precisa entender isso antes de seguir com o processo.
Quais são as classes e como funcionam hoje?
O Brasil adota a Classificação de Nice, um sistema global que organiza:
- Classes 1 a 34 → produtos
- Classes 35 a 45 → serviços
Na prática, cada classe representa um recorte específico de mercado. Esse sistema é internacional e dinâmico. Ele passa por atualizações periódicas para acompanhar novos modelos de negócio, especialmente no digital (infoprodutos, plataformas, serviços híbridos, etc.).
Posso registrar em mais de uma classe?
Sim. Em muitos casos, inclusive, isso é essencial.
Se a sua marca atua em mais de um segmento (ex: produto + serviço, ou diferentes linhas de negócio), você pode e deve proteger em todas as classes relevantes.
Mas sem ilusão: cada classe gera um processo independente, com custo próprio e cada classe impacta diretamente na extensão da proteção.
Como escolher a classe certa?
Aqui está onde a maioria erra. Não se trata de escolher a classe “mais abrangente”, e sim a mais coerente com o uso real da marca.
O critério é jurídico, não intuitivo. Leve em conta como o mercado enxerga sua atividade, como você gera receita e como sua marca aparece para o consumidor.
Escolhas mal feitas aumentam exigências formais e até risco de indeferimento.
Existe marca igual registrada em outro ramo. Ainda posso registrar?
Pode e isso é comum!
É o motivo pelo qual temos Veja produto de limpeza, Veja revista e Veja tênis.
O sistema de classes existe exatamente para permitir a coexistência de marcas iguais ou semelhantes em mercados distintos. O registro não dá exclusividade absoluta sobre o nome. Ele protege dentro da classe (e do contexto de mercado).
Mas tem limite: fique atento a afinidade entre atividades, possibilidade de associação pelo consumidor ou alto grau de distintividade da marca anterior, pois nesses casos o conflito pode surgir mesmo em classes diferentes.o a da Reluz Marcas, sua marca não apenas cresce: ela escala com segurança, previsibilidade e valor de mercado.
E se minha atividade não estiver na lista?
Você não fica sem proteção.
É possível:
- usar termos da lista oficial (especificações pré-aprovadas do INPI, mais seguro)
- ou descrever sua atividade com precisão (quando necessário, mais estratégico)
Mas aqui vai o ponto direto: descrição mal feita = proteção fraca.
Em resumo:
Registrar marca não é só conseguir um deferimento: é garantir que, quando alguém copiar, você tenha base para agir. E isso começa na escolha da classe.
Errar aqui não trava o processo, mas pode tornar o registro praticamente inútil. Se a marca é um ativo estratégico, a classe é o que define o alcance real dessa proteção.
O registro de marca não protege “um nome”. Ele protege um nome dentro de um contexto específico. E esse contexto é definido pela classe. Por isso, antes de protocolar no INPI, a pergunta não é só “minha marca está disponível?”
É: “ela será protegida no lugar certo?”. Porque depois do protocolo, ajustar isso custa tempo, dinheiro, e, às vezes, a própria marca.





